domingo, dezembro 18, 2005

Freedom of music

E o que dizer sobre a liberdade da música ? E o que dizer sobre a liberdade ? Existe música livre ? Música livre é música sem ambição ? mas todo artista quer reconhecimento. ou não ?

Com toda esta maquinaria fazendo a música contemporêna ela ainda pode ser considerada digna ? de coração aberto ? (Rush, The Espirit of a Radio)

E essas músicas situadas atrás de um muro de nada ? onde nada é dito e nada é novo ? (Porcupine Tree, Four chords that made a million)

(vivas os clichês !!! clichê na música também significa "é certo que vai dar um lucro mínimo")

E o que tem de banda que é tudo igual a outras bandas é inacreditável... Como conseguir a chamada e sonhada "Freedom of music" ? Talvez um dos caminhos seja fazendo a música que você é. Compondo "o que você é" existe uma grande chance de ser orginal, pois todos somos diferentes, e, mesmo que a nossa música não agrade ninguém ela será de coração, ela será nós. (onde digo "o que você é" não me refiro a um estilo).

E aqueles que querem sucesso a todo custo ? Viver em um palco iluminado ? o "sucesso a todo custo" é eles ? sei lá... hmmm... talvez então certas pessoas também sejam clichês... e assim compõem clichês que são elas... e aí ? assim elas fazem open hearted music ? talvez sim... talvez não...

Como achar a minha freedom of music ? é possível ? quem libertará os libertadores ? libertando você será também ?

HAHAHAHHA qualquer implicação direta deste post deve ser desconsiderada.

Escutando Emerson, Lake and Palmer - Take a Pebble

sábado, dezembro 10, 2005

De volta de novo ! (seria o eterno retorno ? :))

Não... eu não larguei de mão este blog ! o problema é que so much to see, so much to live for.

No meu último post eu ainda não havia começado a ler Nietzsche, e a leitura de deste estridente filósofo me faz em alguns momentos ocilar entre a euforia e a depressão (depressão aqui não se trata no sentido da doença depressão)... na verdade, como diz o pessoal do Part Time Job, Hunting high, Hunting low... se é que eu entendi o que eles quiseram dizer com isso.

Escuto no momento o CD Deadwing do Porcupine Tree. Devido ao turbilhão de sentimentos que este CD me provoca tenho certeza que quando eu chegar ao meus 60 anos vou lembrar dele com lágrimas nos olhos...

Ah... Toquei pela very first time ao vivo !!! Foi uma experiência bastante interessante e tive até goose bumps em uma parte do show de tão emocionante.

No mais tudo tranquilo. O mestradinho seguindo e so much more to see e so much more to live for...

Escutando Porcupine Tree - Arriving somewhere but not here.

Ps.: Did you ever imagine the last thing you'd hear as you're fading out was a song ?

sábado, outubro 01, 2005

"We burn our wings...

...flying too close to the sun" Rush, Bravado. Adoro esta música. Será a sina de Ícaro a nossa também ? Teremos de queimar a nossas asas para chegarmos pertos de uma grande fonte de Luz ? Ou será que queimamos nossas asas pelo simples fato de nos exibirmos para todos dizendo: "Olhem pra mim !!! eu consigo dar rasantes e minhas asas ficam inteiras..." até que... elas derretem. :)

Mas também vale a questão "What would you do if you did not belong To the beautiful dream, being ugly and mean ?" residente em The Monster's Within da banda The Flower Kings. Pergunto a você, caro leitor deste rabisco, o que você faria se você não pertencesse à aquele belo sonho, sendo você feio e mean ?

Talvez seria necessário criar outro beautiful dream ou talvez achar um beatiful dream que não seja tão beautiful quando se deseja. Deixar de sonhar e apenas viver seria uma boa solução ? Como seria uma vida sem sonho e sempre faceando apenas o presente ?

Questões pertinentes. Mas, apesar de eu não ser um Gilmoriano preferindo a época de diamante do Pink Floyd quando o Roger Waters era o líder, devo dizer que a música Lost For Words, além de bela, tem uma letra simples (simplória ?) e bonita e, neste contexto, destaco a parte: "To martyr yourself to caution, Is not gonna help at all"... ou seja: sofrer por antecipação não ajuda de maneira alguma.

Assim, é possível imaginar que o beatiful dream que sonhamos talvez não seja realmente o nosso beatiful dream. Compreendes ?

Só temos a certeza sobre o nosso beautiful dream quando acordamos. O acordar poderia ser a morte. E por falar em morte acho peculiarmente interessante a maneira como som das palavras MORte e aMOR se entrelaçam... hehehehe (esta última deve ter sido a frase mais non-sense que já escrevi em minha vida, ou não...(e este 'ou não' pode sugerir que a frase não seja tão non-sense ou que escrevi outras mais non-sense até então) :))

E na própria música Bravado também existem citações aos sonhos:
"If the moment of glory
Is over before it's begun
If the dream is won --
Though everything is lost
We will pay the price,
But we will not count the cost"

Esta é justamente a parte seguinte da frase do começo deste post e também tem uma certa relação com sofrer por antecipação... muito interessante...


Bah... este post está uma misturança absurda, mas acho que é possível pegar a idéia que eu quis passar.


Escutando partes da ópera Ça Ira do Roger Waters via www.roger-waters.com

PS.: A expressão Ça Ira tem a ver com este post também veja só: Durante a revolução Francesa os companheiros perguntavam: "Está tudo bem com você" e a resposta era "Ça Ira" que em uma tradução simplista significa "Ficará". Muita liberty, equality e fraternity para todos. ;)

domingo, setembro 18, 2005

"This year spring comes to early

'cause God has failed once more" - God has Failed - RPWL.

Este ano a primavera chegou mais cedo pois Deus falhou novamente. Esta letra da banda alemã RPWL é bastante pertinente nesta época. O Rito da primavera (The Rite of Spring) the Stravinsky também é uma opção legal. Sem falar na Primavera das Quatro Estações de Vivaldi que praticamente todo ser humano ocidental já deve ter escutado.

No clássico desenho Bambi é dito que todos os animais se apaixonam na primavera, se é verdade eu não sei. :)

Mudando um pouco o contexto... As vezes penso nas mudanças e na maneira como elas se colocam durante a vida das pessoas, penso na clássica frase residente em Tom Sawyer do Rush: "He knows changes aren't permanent. But change is !", assim apesar de sempre haver mudanças pode-se inferir que elas não são permanente (o que podemos observar através de todos os eventos ocorrem ao nosso redor).

Apesar de certas mudanças me causarem uma certa apreensão eu lembro que certa vez também escrevi algo neste sentido:

"from the hardest diamond to the weakest heart. Everything must fade. nothing is so strong that can keep the same through eternity."

Neste caso tudo está destinado a esvanecer-se. E isso pode ter um ponto de vista positivo, pois assim como um amor e uma amizade podem se esvanecer uma dor ou uma inimizade também. ;)


Escutando Yamandu Costa - Tristeza do Jeca (belíssima música)

terça-feira, agosto 30, 2005

A little bit of me..

Here I am again ! a música que coloquei na minha formatura foi Shine on You Crazy Diamond. Fiz um corte na música e a parte da letra que tocava na colação foi:

"You reached for the secret too soon
You cried for the moon
Shine on you crazy diamond
Threatened by shadows at night
And exposed in the light
Shine on you crazy diamond
Well you wore out your welcome
With random precision
Rode on the steel breeze
Come on you raver, you seer of visions
Come on you painter, you piper, you prisoner, and shine!"

Vamos fazer umas interpretações então, deste modo os leitores desta "half page of scribbled lines" poderão conhecer um pouco mais sobre o meu ponto de vista sobre mim mesmo. hehehehe

-> You reached for the secret too soon

Talvez eu tenho descoberto o secredo bastante cedo mas isto não quer dizer que o consiga colocar em prática. Interpreto "the secret" aqui como a razão de estarmos aqui, o motivo de tudo isto. Talvez eu o tenha alcançado bastante cedo, acho que sim, mas talvez não.

-> You cried for the moon

Com certeza. Não chorar com lágrimas nos olhos, mas o chorar de "barking at the moon my remorse". Esta frase também tem um pouco de ligação com umas idéias que eu tive sobre o fato de dois amantes distantes estarem ligados através da lua que observam, e então lá seus olhares estariam se encontando, por mais longe que estivessem.

-> Shine on you crazy diamond

E o desejo do louco diamante brilhar persiste. Então: Shine on you crazy diamond ! :)

-> Threatened by shadows at night

Realmente a noite me causa um certo temor mas...

-> And exposed in the light

...ao mesmo tempo as luzes do dia não me são tão melhores, talvez seja por isso que eu gosto tanto do crepúsculo. :)

-> Shine on you crazy diamond

e mesmo assim deve-se brilhar !

-> Well you wore out your welcome

Sim. As vezes e desgasto meus "welcome". É possível relacionar isto com o fato de não aproveitar certas oportunidades, as vezes por medo, as vezes por incredulidade, as vezes por naivete...

-> With random precision

sim. quando eu "wore out my welcome" normalmente é com "random precision" mesmo. :)

-> Rode on the steel breeze

esta frase é complicada. eu meio que a entendo mas é complicado explicar.

-> Come on you raver, you seer of visions

Raver: sim. Seer of visions: certamente.

-> Come on you painter, you piper, you prisoner, and shine!"

painter not yet, piper: um pouco (em referência ao CD The piper at the gates of dawn, não como flautista (apesar de eu ter vontade de aprender a tocar flauta também)), prisioner: com certeza (here behind my wall). And Shine ! sim , com tudo e apesar de tudo we must shine !


Um dos motivo que me levaram a escolher esta música deve-se o fato de todos os floyds estarem nela. Roger, Dave, Rick e Nick tocando-a e Syd em memória.


Escutando Mr. Big - To be with you (como diria um lendário letrista brasileiro em referência a outra música: "Eu fico emocionado com esta música".).

segunda-feira, agosto 08, 2005

"If you choose not to decide...

...you still have made a choice". Rush - Freewill

Decisões são tudo. E se você não decidir, mesmo assim já fez uma escolha. :)


Escutando Spock's Beard - Made Alive Again/Wind at My back (perfection, meu xmms está no rand e caiu esta música bem agora \o/)

domingo, julho 31, 2005

Frases para momentos...

"You can fight
Without ever winning
But never ever win
Without a fight" - Rush, Resist

Para momentos em que é preciso saber que é importante continuar lutando.


"You're nearly a laugh
But you're really a cry." - Pink Floyd, Pigs (Three Different Ones)

Para momentos em que estamos a beira de uma risada mas gostaríamos mesmo é de chorar.


"There is no pain, you are receding" - Pink Floyd, Comfortably Numb

Para momentos em que estamos mal mesmo quando a dor não é física.


"I'm still looking for answers
Maybe I can do better
Or maybe this is where I'll be for all eternity" - Spock's Beard, Looking For Answers

Para quando nos perguntamos se podemos realmente fazer melhor.


"If I leave here tomorrow
Would you still remember me?" - Lynyrd Skynyrd, Free Bird

Para os momentos em que pensamos se certas pessoas nos esquecerão com o passar dos anos.


"Did you imagine the final sound as a gun? Or the shattered windows of a car? Did you ever imagine the last thing you'd hear as you're fading out was a song?" - Porcupine Tree, Arriving somewhere but not Here

Como será o momento de nossa morte ?

"Don't you see it's like tryin' to climb out of your skin
You're like a butterfly fighting the wind" - Spock's Beard, Skin

Para quando tentamos resistir a algo irrestível e/ou lutar contra algo muito forte.


"I'm about to give not only my body, but also my soul" - Adriano Villa (letra)/Mario Pastore (música), The Happiness of the Queen

Frase baseada no discurso hipócrita de Claudio na obra Hamlet de Shakespeare. Para momentos em que relembramos as pessoas conquistadas por este tipo de discurso.


"From the lowest low to the highest high.
Like a ghost rider." - Rush, Ghost Rider

Para simplesmente nos dizer que podemos superar muitos e pesados desafios.Para entender melhor leia http://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_Peart.

Claro, existem 'low's' mais 'lows', mas para isso vale a pena uma leitura na frase que começou este post. ;)


Escutando Radiohead - Airbag.

domingo, julho 17, 2005

O que todos querem é um wind at your back...

Eu acho que é isso no fundo todos desejam. Conversando com vários amigos sobre a pessoa certa para se viver junto eu costumo dizer: 'Isto é um trabalho para vida toda'. A busca pode durar a vida toda ou apenas até o momento que você perceber que encontrou o 'wind at your back'.

Desconsidere todas aos outras variáveis deste contexto. No fim, eu imagino que o que todos querem é alguém que possa lhes colocar para frente...

O conceito de 'wind at my back' eu tirei da música 'Made Alive Again/Wind At My Back' do CD Snow da banda Spock's Beard.

Vamos contextualizar o CD. Este CD conta a história de John, o 'Snow'. John ganhou este apelido por ser albino. John é filho de agricultores mas sente que deve ir para cidade grande. Ele possui o dom de sentir as pessoas, ele as sente tocando nelas. Snow vai para a cidade grande e faz vários amigos. Ele cria uma fundação chamada 'The Touch That Heals' onde ele ajuda as pessoas e faz cada vez amizades.

Snow se apaixona por uma garota. Ele à ama. Mas não sabe se este sentimento é recíproco (música Looking for Answers). Ele precisa tocá-la para saber o que ela pensa dele. Ao tocá-la ele descobre que ela o acha um cara esquisito, patético, 'How could you think I'd love you' pensa ela. Este sentimento é representado na música 'Freak Boy'.


Depois de passar por maus bocados, representados nas músicas 'All Is Vanity', 'I'm Dying', 'Freak Boy Part 2' (onde ele mesmo já se considera um Freak Boy) e seguintes, surgem os amigos e uma pessoa que o faz reviver (Made Alive Again) e acaba sendo o vento que empurra o Snow novamente para sua vida (Wind At My Back).

Abaixo a letra da música Made Alive Again/Wind At my Back seguida de uma singela e, como todas, imprecisa tradução.






Made Alive Again

From a world that's never ending
From a sky beyond the skies
A child is born
And love is made alive

Like a flaw that seeks perfection
With a will that will survive
A child is born
And love is made alive



Wind At My Back

And you are the wind at my back
You give what I lack
You're the jewel in my hand
You're like rain, you're like rain
You're like rain now

And my soul has been kissed
Just because you exist
You're the gold that is free
You're the groom on one knee

You're the wind at my back
You give what I lack
You're the jewel in my hand
You're like rain on dry land

You're the focus the beam
You're realities dream
You're the blue in my black
You're the wind at my back

You are the wind at my back
You give what I lack
You're the jewel in my hand
You're like rain on dry land

You're the flow that I feel
The illusion so real
You're the ocean the tide
You're the door open wide

And my soul has been kissed
Just because you exist
You're the gold that is free
You're the groom on one knee

You're the focus the beam
You're realities dream
You're the blue in my black
You're the wind at my back

You're the wish that I make
You're the prize I might take
You're the dream that's a fact
You're the wind at my back

You're the flow that I feel
The illusion so real
You're the ocean the tide
You're the door open wide

And my soul has been kissed
Just because you exist
You're the blue in my black
You're the wind at my back


Made Alive Again

De um mundo que jamais termina
De um céu além dos céus
Um criança nasce
E o amor é tornado vivo

Como uma falha que persegue a perfeição
Com um desejo que irá sobreviver
Uma criança nasce
E o amor é tornado vivo



Vento em minhas costas

Você é o vento em minhas costas
Você me dá o que eu não tenho
Você é um jóia na minha mão
Você é como chuva, Você é como chuva
Você é como chuva agora...

E minha alma foi beijada
Apenas porque você existe
Você é o ouro que é de graça
Você é o cavaleiro sobre um joelho

Você é o vento em minhas costas
Você me dá o que eu não tenho
Você é um jóia na minha mão
Você é como chuva em terra seca

Você é o foco a luz
Você é sonho real
Você é o azul em meu preto
Você é o vento em minhas costas

Você é o vento em minhas costas
Você me dá o que eu não tenho
Você é um jóia na minha mão
Você é como chuva em terra seca

Você é o fluxo que eu sinto
Ilusão tão real
Você é o oceano a maré
Você porta toda aberta

E minha alma foi beijada
Apenas porque você existe
Você é o ouro que é de graça
Você é o cavaleiro sobre um joelho

Você é o foco a luz
Você é sonho real
Você é o azul em meu preto
Você é o vento em minhas costas

Você é o desejo que eu fiz
Você é o prêmio que eu posso ter
Você é sonho que é fato
Você é o vento em minhas costas

Você é o fluxo que eu sinto
Ilusão tão real
Você é o oceano a maré
Você porta toda aberta

E minha alma foi beijada
Apenas porque você existe
Você é o ouro que é de graça
Você é o cavaleiro sobre um joelho



Considero esta música uma das mais belas músicas modernas que já escutei. Não seria legal se todos conseguissem o seu 'wind at your back' como é colocado na música ? Quem quiser saber mais sobre a história do Snow pode ler as letras e um resumo da história em http://spocksbeard.com/discography/snow.html. Não foi nada fácil, ninguém disse que seria, mas Snow conseguiu... todos podem conseguir.


Ademais, Mendelssohn que me perdoe, se eu vier a me casar na igreja um dia (pouco provável, pois não vejo muita vantagem nisso, mas se a futura sra. Freitas (wind at my back) desejar...) a música de entrada da noiva será Made Alive Again/Wind At My Back.

A história de Snow pode ter uma certa relação com a história de Powder. Powder é o personagem do filme Energia Pura (título nacional). Recomendo.


Escutando Gentle Giant - River

sábado, julho 16, 2005

Obscured by Clouds....



Este CD é simplesmente perfeito para os dias nublados e/ou de chuva. A ordem das músicas, o estilo das composições, aquele little bit of sadness típico destes dias... tudo colabora para esta ótima obra. A todos que ainda não fizeram este teste eu recomendo que façam. Escutem o CD Obscured by clouds em dias de chuva é simplesmente fantástico... Na música 'Stay' deste disco parece que o eu lírico está acompanhado:

"Stay and help me to end the day.
And of you don't mind,
We'll break a bottle of wine."


Um vinhozinho em um dia de chuva é uma bela pedida...

Escutando Pink Floyd - Childhood's End

domingo, julho 10, 2005

Porcupine Tree...

É o seguinte. Eu vou fazer um monte de elogios (puxar o saco mesmo) desta banda nas linhas abaixo.

Esta banda está matando a pau. É melhor banda moderna na atividade (Spock's Beard que me desculpe). Composições fantásticas. Arranjos que entram perfeitamente nos meus ouvidos. O último CD, Deadwing, simplesmente apavora. Vamos pegar uns pedacinhos de letras para exemplificar (entre parênteses o nome do CD):

The Start of Something Beautiful (Deadwing): "Always in my thoughts you are Always in my dreams you are I got your voice on tape I got your spirit in a photograph Always out of reach you are"

The Sound of Muzak (In Absentia): "The music of rebellion Makes you wanna rage But it's made by millionaires Who are nearly twice your age"

Don't Hate Me (Stupid Dream): "Don't hate me I'm not special like you I'm tired and I'm so alone Don't fight me I know you'll never care Can I call you on the telephone, now and then?"

Além disso Porcupine Tree também tem um CD chamado 'Voyage 34: The Complete Trip' que é simplemeste genial. Uma espécie de músisca ambiental. Uma viagem mesmo.

Agora o maior e ousado de todos os elogios: Porcupine Tree é banda que melhor apresenta o espírito do Pink Floyd. Não sei exatamente até que ponto eles possuem influência de Pink Floyd mas o espírito Floydiano reside ali. A utilização de ótimo gosto de efeitos nas músicas é simplemente perfeita.

Escutando Porcupine Tree - Fadeaway.

Special Thanks to Annie, pelo ótimo CD enviado por e-mail para mim. ;)

sábado, julho 02, 2005

I am confortably numb...

...and pigs really can fly.



Escutando Neil Young - People rockin' in a free world.

É hoje o dia !!!!

só para dar um gostinho:



Mais detalhes sobre a foto e créditos podem ser encontrados aqui.

Foto postada na comunidade Pink Floyd Brasil do Orkut.


Escutando Blues Travelers - 100 years.

segunda-feira, junho 13, 2005

Tear down the Wall !

Dia 12/06/2005 já entrou para a história. Foi anunciado o retorno do Pink Floyd com o Roger Waters para um show histórico no dia 2 de Julho. A transmissão do show deverá atingir cerca de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo. Outras bandas e pessoas também estarão tocando neste dia dentre elas U2, Velvet Revolver, Paul McCartney, REM, Cold Play, entre outros.

O show tem como objetivo chamar a atenção do G8 para os problemas da África. Mais detalhes em http://www.live8live.com/.

Agradecimentos especiais ao lendário Bob Geldof ! Que representou o personagem Pink no filme The Wall e possui grande crédito entre as maiores estrelas da música mundial e é o grande mentor deste Evento.

Como diria o Gilmour no DVD David Gilmour in Concert: "Thank you, Bob!".

Escutando John Cage - 4'33'' (:))

domingo, junho 12, 2005

Am I arriving at every moment ?

As mensagens que a letra de uma música pode passsar é algo impressionante. Mesmo presos em um mundo de metáforas, onde não é possível expressar com exatidão um sentimento, muitos escrevem coisas que acabam inspirando as pessoas de maneira jamais sondada pelo próprio autor.

Uma letra, que acabei conhecendo através do blog da Annie , volta e meia surge na minha mente e faz repensar várias coisas. Especialmente sobre o "going as quickly as possible".

A letra é da música When You Drive do Chroma Key.

"When you drive, you practice mindfulness of driving. It is possible. When you stop at a red light, you look at the red light and smile. You look at the red light, you smile, and you breathe in and out, and sit back, relaxingly. Breathing in, I calm myself. Breathing out, I smile.
And the red light become a friend, become a bell of mindfulness. Something unpleasant become something pleasant. We have the habit energy of wanting to arrive. That is why we want to go as quickly as possible. But according to this practice, we arrive at every moment. Life can be found only in the present moment. Everything that we look for must be found in the present moment. Peace. Joy. Happiness. Buddha. The kingdom of God.
What is our final destination? If we abandon the present moment, our final destination may be our death. We don't want to arrive there, we want to go in the direction of life."

Escutando Eagles - Learn to be still (bastante a ver com contexto do post, esta coloquei de propósito :))

segunda-feira, maio 30, 2005

Dor e Persistência

Todos sofremos ou iremos sofrer. Isto é fato. Evoluiremos através da dor. Se não aprendermos com os erros dos outros temos que aprender com os nossos.

Selecionei três frases de belas músicas que são, de certa forma, uma lição de moral unindo dor mas ao mesmo tempo esperança.
Sugiro que você, caro leitor, escute estas música também pois são muito bonitas.

"Mama, ooh, I don't want to die
I sometimes wish I'd never been born at all."

"Mãe, Eu não quero morrer
Eu as vezes desejo jamais ter nascido."

Frase retirada da música Bohemian Rhapsody do Queen. Esta frase retrata o desespero do personagem que, devido ao fato ter matado um homem, encontra-se jovem e prestes a jogar sua vida fora. É possível notar uma certa vontade de luta do eu lírico pois talvez ele não quisesse ter nascido mas ele não deseja morrer.


"If I die tomorrow
I'd be all right
Because I believe
That after we're gone
The spirit carries on"

"Se eu morresse amanhã
Eu ficaria bem
Pois eu acredito
Que depois nós partimos
O espirito segue adiante"

Frase retirada da música The spirit carries on da banda Dream Theater, uma das mais belas composições do Dream Theater na minha opinião. O disco onde se encontra esta música (Metropolis Part 2: Scenes from a Memory) é um disco conceitual e tem toda uma história contida nas letras, e é no momento desta música que o personagem tem o insight de que o espirito sobrevive e que um dia ele poderá reecontrar sua amada.

"The love you would not defend with your life
You cannot pretend now with tears in your eyes"

"O amor que você não defenderia com a sua vida
Você não pode agora simular com lágrimas nos olhos"

Esta letra encontra-se na música Without Blame escrita por Roger Waters. Na verdade ela nunca foi gravada pelo próprio Roger Waters. Uma versão, alternando entre Francês e Inglês, foi feita por Ismael Lo, muito bonita diga-se de passagem. Nesta letra é onde Roger Waters fala mais explicitamente de amor das letras que conheço dele (quase tudo). Anos atrás, quando li esta letra pela primeira vez, me perguntei: Como assim "defender um amor com a sua vida" ? Achei realmente estranho. Ele quis dizer que o amor é um jogo então ?. Tempos depois acabei entendendo melhor e chegando a minha interpretação atual desta letra: "Não se pode chorar por algo que você não lutou. E se você não se esforçou, não defendeu com a sua vida (ao menos parte dela), aquilo que você acreditava ser amor então não venha agora se fazer de vítima com estas lágrimas nos olhos."

Acho interessante como estes três pedaços de letras ao mesmo tempo em que são tristes também podem representar um estímulo, uma forcinha, um empurrãozinho, um pequeno wind at your back... :)

Escutando Rush - Second Nature ( We fight the fire -- while we're feeding the flames)

sexta-feira, maio 27, 2005

Um quase solilóquio...

...inspirado em frases retiradas de músicas , é para ser engraçado mas como muitas vezes só eu rio do meu próprio humor tudo bem se você não achar graça nenhuma. :)
As partes entre aspas são as referências às músicas.

Pessoa: is it true that "there ain´t no cure for the summertime blues" ?
Eu: of course there is. Have ever you heard about the "Ghosts Of Autumn" ?
Pessoa: hmmmm... cool. so the "summertime blues" finish when autumn comes ?
Eu: yeah ! you catch it !
Pessoa: "Do you believe a better day ?"
Eu: I do believe a better day. And you "do you feel like I do" ?
Pessoa: I don't know... "Does anybody else in here feel like I do ?"
Eu: hehehhe... I just think "we'll meet again some sunny day".
Pessoa: BTW, do you believe that the "sun is a lightbulb" ?
Eu: "the sun is just a minor star."
Pessoa: hmmm, and if "I am you and what I see is mee", who I am ?
Eu: I don't know. But, "I am the man in the montain."
Pessoa: "you got to be crazy" !
Eu: "I've always been mad, I know I've been mad, like the most of us...very hard to explain why you're mad, even if you're not mad..."
Pessoa: "you got to have a real need".
Eu: Some people say: "Forget about your silly whim". But I know that I "can fight without ever winning, but never ever win
without a fight". :)

Posts melhores virão. Não deixe de visitar este blog ! Alguém se arrisca a catar as referências para as citações ? você tem que ser louco pra isso. :p

Escutando Ayreon - Day Seven: Hope

sábado, maio 21, 2005

Saiam de suas piscinas !

O dia de hoje (sábado, 21/05/2005) é o típico dia que me lembra a frase "waiting for the winter sun and the cold light of day" da música Tears of The Dragon da carreira solo do Bruce Dickinson, já que este dia foi muito ensolarado e muito frio, brrrrrr...

No momento estou escutando o CD Deadwing da banda Porcupine Tree. Ótimo CD ! Acredito que será o melhor CD de rock progressivo do ano. Pretendo fazer um review deste CD assim que possível.

Como já comecei fazendo um monte de misturas neste post vamos fazer uma brevíssima análise de uma letrinha do Rush. A música é Natural Science do CD Permanent Waves de 1980. Nesta letra o mestre Neil Peart mostra uma forte pitada de vanguarda, ele cita a expanção do universo, o espiral de DNA, computadorização... Fala também da espécie mais ameaçada de extinção, the honest man, que ainda sobreviverá à aniquilação. Mas a passagem de significado mais humano e que pode servir de lição para a vida de todos é esta:

"All the busy little creatures
Chasing out their destinies.
Living in their pools,
They soon forget about the sea..."

Escutando Porcupine Tree - The Start of Something Beatiful.

sábado, maio 07, 2005

Holistic Meeting Live in V.A.

Sábado passado (01.05) caríssimos amigos se debandaram de capital para esta cidade. O evento foi nomeado de Holistic meeting Live in V.A. in pinkandbrainish way. O nome é auto-explicativo. :P

Antes de falar um pouco sobre o encontro gostaria de aproveitar para dizer os conheci primeiro pelo Orkut e, agora, pessoalmente (esse troço de bussines network e activity partners funciona mesmo). Acabei achando eles no Orkut através de um tópico criado na comunidade de Rock Progressivo que falava sobre músicas de uma banda de Prog de Porto Alegre que estava disponibilizando suas músicas para download. Entrei na página da banda e dei uma olhada nas influências dos músicos e imaginei que som poderia ser muito bom. E realmente é. E creio que a tendência é que seja cada vez melhor.

O evento comprendeu coisas relativas a música, mais do que óbvio =), e tecnologia. Espero que logo resultados deste encontro já comecem a aparecer. Fizemos um breve passeio turístico pela cidade. O Juliano disse que estava com uma sensação estranha, seria um Strange Deja Vu ? Após um tempo ele acabou descobrindo que esta sensação era devido ao fato dele conseguir enxergar o céu no horizonte, algo impossível em Porto Alegre devido aos prédios, e que então talvez isso gerava a sensação da saída de Porto Alegre, onde é possível também enxergar o céu no horizonte. Contei para o Konrad e para o Juliano a "piada" do Eric Clapton e do Lula.

Assistimos alguns vídeos, destaque para Dream Theater e Queensryche juntos e dois vídeos do Buddy Rich (simplesmente o baterista apontado como o melhor pelos melhores), me parece que o Konrad gostou bastante destes vídeos do velho Buddy :p. Spock's Beard também rolou. O Juliano me apresentou a banda Mr. Bungle que mistura inúmeros sons diferentes em uma mesma música, desde sirenes até castanholas. Muito interessante. Uma espécie de easy listening progressivo já que a músicas são carregadas de bom humor e muitas vezes o rock progressivo é meio sisudo. Clara influência de Frank Zappa.

Ah ! Também tive a oportunidade de ver a execução ao vivo, e não através de um dispositivo de exibição de imagens, da música da Holus entitulada Feeling What She Feels. Belíssima por sinal.

Também ganhei de presente um CD com um material muito bom e raro. ;)

Foram tiradas algumas fotos do evento. Abaixo as mais interessantes/comentáveis.


Fading in !!!!

Uma pessoa desavisada poderia dizer que esta foto ficou fora de foco. Mas na verdade trata-se de um sinal, é um fade-in !!!!

Devil doesn't get my throat ! I think. :D

O demônio apareceu no encontro e queria pegar nossas gargantas, então fizemos estas caras pra ele e ele foi embora na hora.

Todo mundo junto

Todos participantes do evento reunidos.

Quem quiser saber mais coisas sobre a Holus e baixar suas músicas visite: Holus.org.

Escutando Yes - South Side of The Sky.

segunda-feira, abril 18, 2005

?

Já havia pensando em colocar algumas partes da letra de Echoes do Pink Floyd e coicidentemente está neste exato momento (12:23, GMT-3) rolando esta música na rádio The Dividing Line.

Bem. Estou lotado de coisas para fazer até mais ou menos fim de Junho. Talvez eu não atualize mais o blog com a mesma freqüência (freqüência esta não expressa em MHz, hehhehe).

Existem certas letras que as vezes jogam um serpente no nosso paraíso.
Vejamos Echoes, terceira estrofe:

"Strangers passing in the street
By chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me"

"Estranhos passando na rua
Por acaso dois olhares separados se encontram
E eu sou você e o que eu vejo sou eu"

Acho muito legal esta passagem. :)

Outra dúvida seria se "Eu possuo o sonho ou o sonho me possui ?" ("Did I have a dream?
Or did the dream have me?"), da música Nocturne do CD Vapor Trails (2002) do Rush.

E também: O que faz um sonho tão diferente de qualquer outro sonho ? (The Light, Spock's Beard (1995))

Sabemos também que "Nothing on this earth stays forever" mas será que "none of your deeds were in vain" ? (Glory to the Brave, Hammerfall (1997))

E a maior de todas as minhas dúvidas reside em Cymbaline (Pink Floyd, More (1969)):

"Will the tightrope reach the end ?
Will the final couplet rhyme ?"

Escutando Spock's Beard - Made Alive Again / Wind At my Back (será que Wind At my Back é uma declaração de Amor do Neal Morse para sua esposa ou se refere apenas ao Snow ? ou os dois ?)

domingo, abril 10, 2005

The shadow that ripens the wine

Amor. Talvez a força que move o mundo. Pessoas se unem pelo Amor. Em casal proporcinam, na imensa maioria do casos, melhores condições de vida para seus filhos do que possuíam. E assim o mundo evolui.

Os poetas e letristas sempre tentaram fazer uma definição do que seria o Amor. O nosso Machado de Assis disse certa vez que "toda frase de amor cai por terra com um beijo de namorada". Tomo a liberdade de dizer que "toda frase de amor, inclusive esta, cai por terra com um beijo de namorada".

Mas sempre existirá alguém tentando definir o que o Amor é. Eu mesmo já acreditei, e não desacredito totalmente, que o Amor seria um recurso da espécie para garantir a reprodução mais eficaz, com 'filhotes' cada vez melhores.

Roger Waters, que na maioria do tempo é um letrista mais sistemático e raramente fala diretamente sobre sentimentos, também se arriscou nesta definição. Em Set the controls for the heart of the sun (Pink Floyd - A saurceful of Secrets, 1968) ele disse: "One inch of love is one inch of shadow/Love is the shadow that ripens the wine" (Uma polegada de amor é uma polegada de sombra/O Amor é sombra que amadurece o vinho). Com esta frase ele sintetiza o prazer (o vinho) e a dor (a sombra) do amor. Assim, a visão dele incorpora a necessidade de um pouco de sofrimento/dificuldade para a obtenção do ponto, da pessoa, ideal. A tradução de 'ripens' para amadurecer não 100% (BTW, eu nunca fico satisfeito em traduzir coisas de uma língua para outra, pois o peso de cada palavra em um determinada língua é, muitas vezes, sem tradução). A explicação do que é 'ripens' pode ser lida em http://www.m-w.com/cgi-bin/dictionary?va=ripens.

Outro esforço para definir o Amor reside na maravilhosa música Day Eleven: Love do CD Human Equation (2004) do projeto Ayreon. O Ayreon é um projeto, liderado por Arjen Lucassen, na qual agrega vários artistas do mundo da música. Este CD trata de diversas situações e sentimentos que o ser humano passa durante sua existência. Cada situação ocorre em um determinado dia. Também posso dizer que as letras estão muito boas. Defitivamente o melhor CD lançando em 2004 na minha opinião.

A música em questão representa a timidez e a barreira que o personagem deve superar para conquistar sua amada. A história é a seguinte: Sexta-feira a noite, ele acaba encontrando ela em uma festa. Ele fica paralisado, não consegue se mover e nem falar. De todos os garotos é ele que ela deseja. Ela só espera que ele a tire para dançar. Esta é sua chance. E lá estava ele, nervoso e tímido. Mas ele junta forças e vai em sua direção, pensando o que fazer e o que dizer. Ela se alegra ao vê-lo se aproximando. A música silencia, as pessoas do baile somem e ela então sofre em silêncio pelo fato dele passar reto. E ela se pergunta porquê ? Ele pensa no seu pai, Na sua mãe. Em como eles são. O sentimento do medo entra em cena. "Ninguém lhe ama, Ninguém lhe amará" diz o medo. E no fim: Ele descobre não precisava de palavras, e de mãos dadas eles dançam. E agora ele consegue se mover e falar...

O arranjo desta música é muito interessante também. Cada sentimendo/ator é representado por um cantor. Segue a letra da música Day Eleven: Love.

Me:
Friday night, I had a few
There she was, out of the blue
Thunderstruck, nailed to the floor
I couldn’t move, couldn’t talk…anymore

Love:
Of all these guys it’s you she desires
Secretly her heart is on fire
Waiting for you to ask her to dance
Go ahead, make your move…now’s your chance

[CHORUS] Passion:
Do it right, do it right, we ain’t got all night
Do it now, do it now, I think you know how

Pride:
Let it out, let it out, now don’t mess about
Let her in, let her in, let the party begin!

Me:
There I was, nervous and shy
Struck with awe as I caught her eye
I mustered up courage and walked her way
Figuring out what to do…what to say

Love:
Her heart sings as she sees you come near
The music fades, the crowd disappears
She weeps in silence as you pass her by
And she’s wondering why…oh why`

CHORUS: Passion and Pride

Agony:
Remember your father, well you’re just like him
Nothing but violence and fury within
Remember your mother, so lonely and sad
This will be her fate if you treat her as bad

Fear:
You’re afraid she might turn you down
All your hopes, dashed to the ground
Nobody loved you, nobody will
Why should you even try…but still…

Me: Friday night, I had a few
Wife: There was no need to talk
There she was, out of the blue
Wife: We just started to walk
Hand in hand, we took the floor
Wife: And we danced, and we danced, and we danced
I could move, I could talk…even more…

CHORUS: Passion and Pride

[Agony]

O personagem 'Me' na letra acima é cantado por James LaBrie. O CD Human Equation foi lançado nacionalmente pela Hellion Records e pretendo comprá-lo assim que possível. Mais informações sobre o Human Equation em http://www.ayreon.com/discography/album.php?album_id=59.

Escutando Rush - Open Secrets.

sábado, abril 02, 2005

Uma música e uma cena...

Quando a sincronia entre imagem e uma música acontece parece que algo a mais foi adicionado a uma cena. Destaco neste meio as músicas em parceria com as imagens do Globo Reporter.

Lembro de um Globo Reporter bastante interessante sobre espiritismo. No final deste programa o repórter falava, junto com imagens que passaram durante o programa, sobre a significativa possibilidade da existência de algo além da nossa percepção comum. Escutei uma interessante música de fundo que não pude identificar em um primeiro momento. Após alguns instantes o nome da música apareceu na tela, tratava-se Gates of Delirium do Yes. O mais interessante é que a parte da música, que possui quase 22 minutos, foi muito bem selecionada, pois trata-se da parte música em que a letra fala sobre a razão de estarmos aqui. Segue o trecho:

"Soon oh soon the light
Pass within and soothe the endless night
And wait here for you
Our reason to be here

Soon oh soon the time
All we move to gain will reach and calm
Our heart is open
Our reason to be here"

As letras do Yes, da fase progressiva, são sempre um pouco místicas, de modo que é preciso imaginar um pouco além do que a letra diz para compreendê-la melhor.

O Globo Reporter de hoje (01/04/2005), teve dois momentos muito interessantes. O programa falava basicamente sobre perdas pessoais. Foi mostrada uma mulher que teve uma perna amputada devido um câncer. Mostraram como ela deu a volta por cima e como conseguiu superar tudo, e agora estava realizando o desejo de pular para-quedas. No momento em que mostravam ela feliz, dentro do avião já no ar, tocava a música Blowin' in the wind do Bob Dylan mais exatamente a parte inicial que diz: "How many roads must a man walk down. Before you call him a man?". Perfeita sintonia entre este pedaço da letra e a história da mulher (pois afinal ela estava prestes a walk down mais uma road). Ao saltar do avião a parte da música executada era "The answer, my friend, is blowin' in the wind. The answer is blowin' in the wind".

A parte final do Globo Reporter de hoje não é menos brilhante. O último caso mostrado foi de um homem que acabou ficando cego devido uma doença, e conseguiu superar este problema, aprendendo a ler em braile e fazendo um curso de massoterapia, área na qual está trabalhando no momento. A final deste caso é tocada de fundo a eterna música Wish you were here, do Pink Floyd :). Na parte executada a letra diz: "So, so you think you can tell/ Heaven from Hell. Blue skys from pain". A forma com que a câmera mostrava o homem que havia ficado cego respodia que sim. Ele conseguia diferenciar o Paraíso do Inferno e também Céus Azuis da Dor. Ao fim deste caso o apresentador do programa se despede e a música segue para a parte final, mais precisamente a parte do vocalize do Gilmour junto com seu singelo solinho de guitarra. De certa forma, esta música representa também a saudade que todas as pessoas possuem da vida que levavam antes de suas tragédias pessoais. Seja a saudade das coisas que podiam fazer e agora não podem, seja de entes queridos que não se encontram mais por aqui.

Escutando Spock's Beard - I'm Dying. Uou... Interessante coincidência, pois o personagem do CD do Spock's Beard que está esta música (Snow) consegue dar a volta por cima no final... :)

domingo, março 27, 2005

Singela Nostalgia

Já comentei sobre isso com alguns de meus amigos. É muito interessante como a lembrança da primeira vez em que você escutou uma determinada música é extremamente forte. Escutando ultimamente algumas músicas que faziam alguns anos que não escutava tive esta lembrança (dá até pra escrever uma letra de música sobre isso :)). No momento estou escutando a música Coming Back to Life do Pink Floyd na fase pós-Roger Waters. Me lembro que recém havia passado no vestibular quando o Pink Floyd me foi apresentado. A primeira música que achei mais interessante foi On the Turning Away (do disco A momentary lapse of reason (também da fase pós-Roger Waters)). Assim, On the turning away me remete ao Carnaval do ano 2000, no exato momento em que me preparava para ir para uma festa um amigo meu, que na época não era muito chegado em carnaval, colocava esta música no computador aqui de casa e dizia: "Esta é a bala do CD". Ele estava certo. Jamais irei esquecer aquele dia devido esta música.

Outra música do Pink Floyd que me marcou muito foi Mother (do CD The Wall, com o Roger Waters). Baixei ela no verão, já em 2001. Escutando a música e acompanhado a letra reparo que a primeira parte, cantada pelo Waters, são feitas perguntas à mãe, dentre elas: "Mother should I build the wall ?". A parte seguinte, cantada pelo David Gilmour, trata-se das respostas, onde a mãe, que inicialmente tenta acalmar seu filho (Hush now baby, baby, don't you cry), responde que irá cuidar dele com todo carinho. Ao final desta parte vem a resposta para a pergunta acima citada: "Of course mama'll gonna help build the wall". Após esta frase segue um solo extremamente belo de guitarra. Este solo de guitarra, seguido da resposta para a pergunta "Mother should I build the wall ?", fizeram com que este momento jamais saísse de minha mente. No final desta música o filho ainda faz uma última pergunta referindo-se ao muro: "Mother, did it need to be so high ?". Me lembro que escutei umas 10 vezes seguidas esta música (totalizando quase uma hora:)).

É uma pena que não seja possível manter para sempre a sensação da primeira vez em que escutamos determinada música. Mas, afinal de contas, como diria o cara que escreveu o livro do post abaixo "(...) changes aren't permanent, but change is !". É válido ainda dizer que se há nostalgia, há também momentos que gostamos de relembrar e isso é bom ! :)

Escutando Frank Zappa, Joe's Garage.

PS.: Interessante como a letra da música Joe's Garage também é meio nostálgica.

segunda-feira, março 14, 2005

I used to read books but...

Semana passada acabei de ler o livro Traveling Music: The Soundtrack of my life and times de autoria de Neil Peart (para quem não sabe: baterista do Rush e considerado por muitos, inclusive eu, o maior baterista de rock de todos os tempos). O livro contendo 380 páginas é bem escrito e fala de várias coisas curiosas da vida deste grande músico, como uma em vez que, durante umas das poucas viajens com LSD (poucas mesmo), ele e um amigo descobrem o motivo da existência humana: "Você levanta pela manhã e vai trabalhar".

Como o nome do livro sugere o assunto principal é música. Música moderna (apesar de haver alguns parágrafos onde ele cita Beethoven e Bach). Durante o decorrer do livro Neil descreve as paisagens de sua viagem (de Los Angeles até o Big Bend National Park no Sul do Texas (fronteira com o México)), as lembranças que vem a sua mente nos lugares em que está passando pela segunda vez e, como não poderia deixar de ser, a trilha sonora que vai escutando no seu BMW Z8.

Neil revela sua admiração pela banda Linkin Park e pelo estilo que ele criaram (como comentario em relação o vocalista ele diz: "Bem, ele não estará cantando deste jeito quanto ele tiver 40 anos mas acho que ele não se importa com isso agora.") Outro detalhe que sempre tive curiosidade me foi esclarecido neste livro. Neil Peart é um admirador de Pink Floyd. E assistiu dois shows do Pink Floyd durante a década de 70 (a fase de diamante do velho Pink), sendo um em Toronto e outro na Inglaterra durante sua estadia por lá alguns anos antes de entrar no Rush (ele descreve este show na Inglaterra com uma única palavra: Magic !). Pude perceber que ele também admira muito Roger Waters como letrista e David Gilmour como guitarrista. Muitos irão se chocar mas: Kurt Cobain é uma da pessoas que figuram na lista de imortais de Neil Peart (nesta lista também estão Roger Waters e Jeff Buckley (último a ser incluído)).

Um comentário interessante e pertinente sobre bateristas de rock também foi feito: "Muitos bateristas de rock tocam apenas 'beats' ao invés de tocarem 'drums'". Neil comenta também sobre o fato de ser bastante repetitiva a bateria do Linkin Park, porém ele assume que para o tipo de som que eles fazem ela parece bastante suficiente. Não posso esquecer também de falar sobre a admiração de Neil Peart por Frank Sinatra, ele gasta vários parágrafos para falar sobre os velhos olhos azuis. A ótima banda Porcupine Tree também é citada durante o livro.

Nos capítulos finais Neil fala sobre sua aventura de bicicleta pela África e também sobre os tensos preparativos para o concerto da febre asiática (SARS), realizado em Toronto, com o objetivo revitalizar a cidade que havia registrado alguns casos da doença.

Muitas outras coisas são reveladas também. Um citação interessante: "um espelho estrada abaixo é uma interessante maneira de conduzir uma vida e uma carreira". Ou seja, sempre refletindo o passado mas sempre avançando em direção ao futuro.

Como todo livro que leio quando chego no final sempre vem uma pequena deprê. E este não foi diferente. Mas tudo tem um fim, por melhor ou pior que seja (hehehhe lembrei de The Good don't last do Spock's beard).

Capa Traveling Music

sexta-feira, março 04, 2005

The spirit of a radio...

Ironias e coincidências são coisas que dão um certa graça para a existência. Este caso ocorreu durante o concurso de bandas da Unisc, em Agosto de 2004.

Após a apresentação de todas as bandas os jurados se retiraram para decidir quem seriam os vitoriosos. Enquanto isso, a banda Megafônicos (campeã do ano anterior) fazia a apresentação para o encerramento do concurso. Neste interím comentei com um conhecido meu "Bah, eles tocam Rush. Vamos pedir pra eles tocarem.", assim começamos a gritar "Rush... Ruuuush... Ruuuuuuuush" (especialmento no intervalo entre uma música e outra para que eles escutassem ::)). Após alguns minutos o vocalista anuncia: "E pra galera que tá aí pedindo: 'Vai rolar Rush'". Antes de tocar a música do Rush eles anunciaram os lugares onde estariam tocando nos próximos dias, eram vários lugares considerando que eles são uma banda que toca basicamente Rock.

A música que eles tocaram foi The Spirit of a Radio do CD Permanent Waves de 1980. Esta música fala basicamente sobre a integridade da música. Quando chegou a parte da letra que diz: "But glittering prizes and endless compromises/ Shatter the illusion of integrity" (Mas prêmios pomposos e compromissos sem fim/ Acabam com a ilusão da intregridade). Na hora me liguei !!! Um sorriso foi inevitável. O fato de ser o encerramento de um concurso de bandas, onde seriam dados prêmios, e os vários compromissos da banda que ali se apresentava fecharam como uma luva com a letra desta belíssima música.

Não estou afirmando que a banda que ali tocava ou que as pessoas que receberam prêmios não eram musicalmente íntegros, de maneira alguma, o destaque é apenas para este sútil detalhe mesmo. =)

PS1: Acabei de escutar a versão original da música vencedora do Oscar deste ano (Al otro lado del rio) e devo dizer que a versão que foi apresentada na festa de premiação foi muito*1000 fraca se comparada com a original.
PS2: Acabei de escutar também a versão de Jeff Buckley para a música Hallelujah de Leornard Cohen. Muito boa também. Eu conhecia apenas a versão de Rufus Wainwright, que foi a versão que apareceu no filme Shrek (bem naquela parte que aparece a cena do Shrek triste, no pântano, e da Fiona prestes a se casar...), breve um post apenas sobre esta música.

domingo, fevereiro 27, 2005

"Welcome back, my friends
to the show that never ends
We're so glad you could atend
Come inside! Come inside!"
--- Emerson, Lake and Palmer, Karn Evil 9: 1st impression, Pt. 2

Aí está. Aqui neste blog vou postar coisas relacionadas a música em geral. O nome do blog é baseado na música de mesmo nome do disco Hamburger Concerto da banda holandesa Focus e pode ser traduzido como música prazeirosa.