segunda-feira, março 14, 2005

I used to read books but...

Semana passada acabei de ler o livro Traveling Music: The Soundtrack of my life and times de autoria de Neil Peart (para quem não sabe: baterista do Rush e considerado por muitos, inclusive eu, o maior baterista de rock de todos os tempos). O livro contendo 380 páginas é bem escrito e fala de várias coisas curiosas da vida deste grande músico, como uma em vez que, durante umas das poucas viajens com LSD (poucas mesmo), ele e um amigo descobrem o motivo da existência humana: "Você levanta pela manhã e vai trabalhar".

Como o nome do livro sugere o assunto principal é música. Música moderna (apesar de haver alguns parágrafos onde ele cita Beethoven e Bach). Durante o decorrer do livro Neil descreve as paisagens de sua viagem (de Los Angeles até o Big Bend National Park no Sul do Texas (fronteira com o México)), as lembranças que vem a sua mente nos lugares em que está passando pela segunda vez e, como não poderia deixar de ser, a trilha sonora que vai escutando no seu BMW Z8.

Neil revela sua admiração pela banda Linkin Park e pelo estilo que ele criaram (como comentario em relação o vocalista ele diz: "Bem, ele não estará cantando deste jeito quanto ele tiver 40 anos mas acho que ele não se importa com isso agora.") Outro detalhe que sempre tive curiosidade me foi esclarecido neste livro. Neil Peart é um admirador de Pink Floyd. E assistiu dois shows do Pink Floyd durante a década de 70 (a fase de diamante do velho Pink), sendo um em Toronto e outro na Inglaterra durante sua estadia por lá alguns anos antes de entrar no Rush (ele descreve este show na Inglaterra com uma única palavra: Magic !). Pude perceber que ele também admira muito Roger Waters como letrista e David Gilmour como guitarrista. Muitos irão se chocar mas: Kurt Cobain é uma da pessoas que figuram na lista de imortais de Neil Peart (nesta lista também estão Roger Waters e Jeff Buckley (último a ser incluído)).

Um comentário interessante e pertinente sobre bateristas de rock também foi feito: "Muitos bateristas de rock tocam apenas 'beats' ao invés de tocarem 'drums'". Neil comenta também sobre o fato de ser bastante repetitiva a bateria do Linkin Park, porém ele assume que para o tipo de som que eles fazem ela parece bastante suficiente. Não posso esquecer também de falar sobre a admiração de Neil Peart por Frank Sinatra, ele gasta vários parágrafos para falar sobre os velhos olhos azuis. A ótima banda Porcupine Tree também é citada durante o livro.

Nos capítulos finais Neil fala sobre sua aventura de bicicleta pela África e também sobre os tensos preparativos para o concerto da febre asiática (SARS), realizado em Toronto, com o objetivo revitalizar a cidade que havia registrado alguns casos da doença.

Muitas outras coisas são reveladas também. Um citação interessante: "um espelho estrada abaixo é uma interessante maneira de conduzir uma vida e uma carreira". Ou seja, sempre refletindo o passado mas sempre avançando em direção ao futuro.

Como todo livro que leio quando chego no final sempre vem uma pequena deprê. E este não foi diferente. Mas tudo tem um fim, por melhor ou pior que seja (hehehhe lembrei de The Good don't last do Spock's beard).

Capa Traveling Music

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