Esta belíssima frase possuidora de uma maravilhosa assonância e aliteração é o título deste post. Esta frase se encontra na música Cygnus X-1 Book II do Rush (pra variar :)), mas precisamente na parte entitulada The Sphere: A Kind of Dream (detalhe para o título do disco que é Hemispheres, descubra a história toda escutando o disco e lendo as letras em http://www.t4e.com.br/discos/discos_hemispheres.htm#1).
Mas enfim... Depois destes rodeios vim falar sobre a sensibilidade das pessoas perante a música.
Eu, por exemplo, sinto uma gostosa sensação em cima do coração ao escutar o tema Ode à Alegria da Nona Sinfonia de Beethoven, mesmo que este tema seja executado em um único instrumento. Só posso dizer: aquela melodia é algo além da compreensão. Mozart foi um gênio. Bach outro grande gênio. Mas são aquelas poucas notinhas daquele tema que me sensibilizam.
Aliás, experimento mais sensações na Nona Sinfonia. Outro exemplo é arrepios por todo corpo na subida das vozes no quarto movimento, é algo além de qualquer palavra. O dia que escutar esta obra ao vivo, executada por uma orquestra, acho que vou ter um troxo. :)
Outro causo é quando eu escuto um acorde de blues vem aquela tristeza. Os acordes de blues são mágicos, eles não são uma representação da tristeza, eles são a tristeza. E cá entre nós curtir uma deprê tocando uns "blues chords" é uma coisa muito legal... é como se você falasse seus problemas para os acordes e dividisse a triteza com eles. Btw, faz bastante tempo que não faço isso, o que por um lado é bom. :)
Não sei se isso tem a ver diretamente com o tema do tópico mas as vezes faço umas experiências nas quais eu tendo me conectar a música. Meditar sobre ela até que eu sinta que eu e ela somos uma coisa só. Infelizmente parece não ser muito fácil, consegui duas vezes. A primeira eu me uni a um solo de guitarra do Gilmour no CD The Final Cut, durante alguns instantes (2 ou 3 segundos) eu e aquele solo éramos uma coisa só (a sensação na verdade é mais de estar dentro do solo). A segunda foi com uma música do Emerson, Lake and Palmer durante o momento em que o Keith Emerson toca alguns padrões repetitivos no teclado, desta vez não foi bem conexão com a música mas uma espécie de acesso a coisas que eu não lembrava a muito muito muito tempo e que talvez só tenha lembrado daquelas sensações devido aquele momento, bem revelador diga-se de passagem.
Bem era isso... Como diria Nietzche: "A explicação dos tons não explica a música". Assim como a explicação de todos o elementos do universo também não explique a vida. :)
Escutando Porcupine Tree - The Sound of Musak.
sábado, fevereiro 04, 2006
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